Carta Histórica Manuscrita Grand Hotel d’Italie no Monte Estoril 1910 Raro Peça de Colecção

Manuscrito antigo a tinta preta sobre folha timbrada com o brasão e gravura do Grand Hôtel d’Italie no Monte Estoril, datado de 15 de Outubro de 1910

Carta Histórica 1910
Carta histórica manuscrita em papel timbrado do Grand Hotel d’Italie no Monte Estoril, com data de 15 de outubro de 1910 — escassos dez dias após a Implantação da República Portuguesa (5 de outubro de 1910). 
Peso: 100 g
Peça de colecção. A carta é assinada por J. Ramos (provavelmente o jornalista, escritor ou combatente monárquico José Ramos, ou uma figura próxima da corte) e reveste-se de grande relevância histórica pela menção direta ao "pobre Rei" (D. Manuel II, que tinha acabado de partir para o exílio).
O documento reveste-se de alto valor historiográfico e de colecionismo pela passagem onde o autor enaltece os sentimentos do destinatário como um "dedicado e leal amigo do pobre Rei" (D. Manuel II, recém-partido no iate Amélia para o exílio em Gibraltar e Inglaterra) "mas também como bom Português"
Escrita nas folhas oficiais do icónico Grand Hôtel d’Italie no Monte Estoril, um dos hotéis mais luxuosos da "Riviera de Portugal", famoso por hospedar a aristocracia europeia e famílias ligadas à corte, conferindo um contexto geográfico e social fascinante à missiva.
Ref. 1664-OM
Preço: 74,99€

Abaixo encontra-se a transcrição integral da carta, adaptada com a acentuação e grafia atuais para facilitar a leitura, mas mantendo o tom e as fórmulas de cortesia da época:

Grand Hotel d’Italie — Monte Estoril Riviera de Portugal Monte Estoril, 15 de Outubro de 1910 Querido Amigo e Doutor, Muitíssimo obrigado pela sua carta. Fiquei penalizado com as notícias que me dá a respeito de Sua Ex.ª a Esposa. Para mim foi uma desagradável surpresa. As últimas notícias que eu tinha eram que a sua esposa viera do estrangeiro muito melhor dos seus padecimentos, e eu estava na agradável mas errada suposição que aquelas melhoras continuavam. Espero, porém, que já não exista motivo para o meu amigo estar ansioso por esse lado.
Não sabia que ia mudar de residência. Que a nova morada lhe traga felicidades e saúde, para si e toda a sua Ex.ª família, é o que espero.
Os sentimentos manifestados na sua carta fazem-lhe muita honra — não só como dedicado e leal amigo do pobre Rei, mas também como bom Português.
Parece que temos mudança de tempo. Regressamos para Lisboa na segunda-feira — depois de amanhã.
Creia-me como sempre seu dedicado e obrigado amigo, J. Ramos