Autor: Alexandre O’Neill
Editora: Relógio D'Água
1997
Peso: 200 g
Capa de brochura com sobrecapa. Sigamos o cherne, minha Amiga!
Este segundo livro de poemas de Alexandre O'Neill, saído em 1958, é um objeto sui generis: Jorge de Sena considera-o "quase um livro de estreia", dado muitos poemas do livro anterior, mesmo dentre os mais emblemáticos como «Um Adeus Português», terem migrado para este.
Capa de brochura com sobrecapa. Sigamos o cherne, minha Amiga!
Este segundo livro de poemas de Alexandre O'Neill, saído em 1958, é um objeto sui generis: Jorge de Sena considera-o "quase um livro de estreia", dado muitos poemas do livro anterior, mesmo dentre os mais emblemáticos como «Um Adeus Português», terem migrado para este.
Considerado um dos livros cimeiros da poesia surrealista e satírica em Portugal, o título No Reino da Dinamarca é uma ironia direta extraída da peça Hamlet de William Shakespeare (onde se escreve a famosa frase "Há algo de podre no reino da Dinamarca"). Alexandre O'Neill utilizou esta metáfora geográfica distante para conseguir fintar a apertada censura do regime de Salazar em 1958. Ao criticar a "podridão", o marasmo, a pequenez e a mesquinhez quotidiana de um suposto reino nórdico fictício, o público português percebia de imediato que o poeta estava, na verdade, a traçar um retrato demolidor, melancólico e feroz da realidade social e política do Portugal do Estado Novo.
Ref. 3632-OM
Preço: 14,99€
Preço: 14,99€

